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Saiba tudo sobre o vitiligo: causas e tratamentos

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28/06/2019

Saiba tudo sobre o vitiligo: causas e tratamentos

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Na década de 80, o cantor Michael Jackson foi diagnosticado com uma doença desconhecida do grande público naquela época: o vitiligo. Essa doença se caracteriza pela perda da coloração da pele em algumas regiões do corpo e do rosto, que ocorre pela diminuição ou ausência de melanócitos – as células que formam a melanina, o pigmento que dá cor à pele. 

O que chama a atenção no caso de Michael Jackson, é que o artista usava maquiagem especial para esconder a doença, e com o tempo, foi clareando a pele, até ficar completamente branco. As causas do vitiligo são desconhecidas, mas considera-se uma doença autoimune. Sabemos também que traumas emocionais e estresse podem desencadear ou agravar o vitiligo.

Embora não seja grave, a doença pode trazer sintomas emocionais e prejuízo da qualidade de vida. Há dois tipos de vitiligo:

Segmentar ou Unilateral: quando o surgimento das manchas se dá em apenas uma região do corpo, em geral na juventude.

Não segmentar ou Bilateral: quando as manchas se manifestam nos dois lados do corpo: duas mãos, dois pés, dois joelhos. As manchas podem aparecer primeiro em extremidades como mãos, pés, nariz, boca. A doença se manifesta em ciclos que duram a vida toda.

O diagnóstico do vitiligo é clínico, mas algumas vezes o médico dermatologista pode solicitar uma biópsia de pele, para investigar outras doenças que também se manifestam por manchas brancas. Além disso, é necessário realizar um exame de sangue, já que o vitiligo pode ter associação com outras doenças autoimunes. 

Tratamentos

O tratamento para o vitiligo é individualizado. Em alguns casos, é possível estabilizar o aparecimento de manchas. Já em outros, há pigmentação das áreas afetadas, e em casos específicos busca-se o clareamento total da pele.

Em todos os casos, é extremamente importante o uso de protetor solar nas áreas brancas - elas não têm proteção alguma contra a radiação do sol! 

Existem opções de tratamento tópico (com cremes), fototerapia (UVB-narrow band, PUVA e PUVA-sol) e medicação oral. 

Além disso, para casos em que a doença está estável e os tratamentos anteriores não foram eficazes, existe a opção de cirurgia - transplante de melanócito - ou procedimento de microinfusão de medicamentos na pele (MMP). E ainda existem técnicas de camuflagem das manchas. 

Portanto, procure seu médico dermatologista e tire todas as dúvidas.

A doença impacta significativamente na autoestima dos pacientes, portanto, a psicoterapia pode ser uma forte aliada no processo. 

Se você quiser saber mais sobre essa doença, entre em contato pelo e-mail: camilaferrondermato@gmail.com